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19/5/2000

Básico de instalação hidráulica


Tudo que você sempre quiz saber sobre canos, mais nunca teve coragem de perguntar.

Hora de pensar em tubos e conexões. Primeira dúvida: que material usar? O PVC encabeça o ranking dos mais conhecidos, mas o mercado oferece ainda outras famílias de produtos: o cobre, que ocupa um espaço importante na construção civil, especialmente no transporte de água aquecida, o CPVC (um tipo de PVC para água quente), o aço galvanizado e até novidades como o polietileno reticulado, que já equipa alguns edifícios brasileiros. Qual desses materiais se adapta melhor ao seu projeto? A resposta depende de diferentes fatores, alguns técnicos, outros pessoais e econômicos.

Antes de comprar tubos, porém, atenção nas medidas: elas são dadas em milímetros (as peças soldáveis) e polegadas (as rosqueáveis). Quando os dois tipos estão presentes na mesma peça, ela trará as duas medidas: milímetros de um lado e polegadas - que correspondem a 2,54 cm - do outro. Como os itens rosqueáveis têm espessura de parede diferente dos soldáveis, siga a tabela abaixo, que traz a conversão das medidas levando em conta essa diferença. Tome cuidado, ainda, com a conversão de cobre para PVC/CPVC: as medidas também serão diferentes, já que o cobre é mais resistente e, portanto, tem paredes mais finas (tabela abaixo). Na hora de trocar um material por outro, fique atento.

Utilize a tabela abaixo para não se enganar na conversão

Peça de rosca          Peça de solda
1/2'                              
15 mm
3/4'                               20 mm
1'                                  25 mm
1 1/4'                             32 mm
1 1/2'                              40 mm
2'                    0
2 1/2'                    60 mm
3'                    75 mm
4'                    100 mm

Cobre                    PVC/CPVC
15 mm                
20 mm
22 mm               25 mm
28 mm               32 mm
35 mm                40 mm
42 mm               50 mm
54 mm               60 mm
66 mm               75 mm
79 mm               80 mm
104 mm               110 mm

Conhecendo os diferentes materiais

PVC
Nas últimas décadas, o policloreto de vinila, mais conhecido como PVC, tornou-se parte do vocabulário de consumidores e encanadores, substituindo, a partir dos anos 60, os velhos tubos de ferro. E não foi por acaso. A mais comum das famílias de tubos e conexões, o PVC compõe a maioria das instalações de água fria no Brasil e reina absoluto quando o assunto é esgoto caso em que se usam os tubos brancos, que têm espessura de parede menor que a dos tubos marrons, específicos para água. Essa diferença se deve à natureza dos sistemas de esgoto. Neles, a pressão é sempre igual ou próxima à pressão atmosférica, ao contrário do sistema de água, que trabalha sempre com pressões superiores. Assim, as paredes dos tubos e conexões podem ser mais finas, sem comprometer a segurança e, ao mesmo tempo, sua bitolas são maiores.
Muitas instalações, no entanto, pedem tubos mais resistentes. Principalmente quando se fala em sítios ou chácaras, locais onde pode ser necessário colocar a tubulação a céu aberto. Para esses casos, existem as linhas reforçadas, com paredes mais espessas. Geralmente em tons de cinza, eles são capazes de suportar tensões maiores.

Principais erros que podem comprometer as suas instalações de PVC
Eles são largamente utilizados, muito conhecidos, têm preço relativamente baixo e fácil manuseio. Apesar de tudo isso, uma estranha contradição envolve os tubos de PVC: todos pensam saber manuseá-los, mas poucos encanadores dominam, de fato, os procedimentos adequados para sua instalação. O resultado, quase sempre, aparece na forma de vazamentos.
A correta colocação dos tubos é condição básica para evitar futuros problemas de encanamento.
Por isso preste muita atenção nos erros que podem comprometer as suas instalações de PVC:

     
  • tubos tensionados a alvenaria foi cortada, e, na hora de juntar um tubo ao outro, o encanador percebe que o encaixe não vai ser perfeito. Restam duas soluções: refazer o trecho de encanamento ou forçar um pouquinho o cano. O PVC tem certa flexibilidade, e, aperta daqui, puxa dali, pronto, está feita a conexão. Com certeza quase absoluta, alguns meses depois, sua parede ganhará nova decoração: uma mancha do vazamento, que se juntará aos quadros já pendurados.

         
  • tubos derretidos  cena comum em qualquer canteiro de obras: para emendar um tubo no outro, o operário recorre ao fogo, aquece a ponta do tubo e a encaixa na seção seguinte. Problemas à vista, novamente. O PVC não resiste a altas temperaturas. Quando aquecido a ponto de derreter, lá se foi sua resistência. Pior: quando o vazamento aparecer, não adiantará reclamar aos fabricantes. Você já terá perdido a garantia do material, que é de cinco anos. As emendas devem ser feitas com luvas apropriadas. Finalmente, não custa lembrar que os tubos de PVC têm de ser soldados com adesivo específico.


         
  • soldas malfeitas muita gente pensa que quanto mais adesivo puser na hora de juntar as diferentes peças, melhor. Mas pode ser justamente o contrário. O adesivo deve ser usado com parcimônia, já que seu excesso dentro do tubo cria um obstáculo à passagem da água. A pressão aumenta naquele ponto, e, com o tempo, lá vamos nós para os vazamentos novamente. Além do mais, o trabalho começa com dois procedimentos que não podem ser deixados de lado: lixar levemente a ponta que vai ser unida e limpá-la com uma solução desengordurante. Só então se deve aplicar o adesivo.

         
  • roscas que vazam a fita vedante é indispensável quando se usam tubos rosqueados. Por excesso de precaução, quase sempre apertamos até ouvir um estalo. Você o ouviu? Então, cuidado. Ele é aviso de que você exagerou e está forçando as paredes da conexão ou do tubo.

    CPVC
    A sigla corresponde ao policloreto de vinila clorado, um derivado do PVC que suporta temperaturas de até 80 °C. Mas seu uso ainda é tema polêmico. Enquanto alguns técnicos garantem que ele não é tão bom quanto o cobre, outros acreditam que o CPVC cumpre sua função e representa economia na instalação de sistemas de água quente.

    Cobre
    Por suportar altas temperaturas, o cobre é usado principalmente para o transporte de água aquecida. Em casas com aquecimento central, ou mesmo naquelas em que são empregados aquecedores de passagem, é necessário o uso de tubos que possam suportar altas temperaturas.
    Considerado um produto nobre, graças, especialmente, à sua grande durabilidade, ele requer cuidados com sua instalação.

    Aço galvanizado e cerâmica
    Durante várias décadas, esses dois materiais dominaram as instalações hidráulicas das casas brasileiras. O aço galvanizado era usado para o abastecimento de água; a cerâmica, na rede de esgoto, do lado de fora das casas. Atualmente, os dois praticamente desapareceram do mercado de residências. Os tubos de cerâmica, conhecidos como manilhas, foram substituídos pelos de PVC branco. Os de aço, pelos tubos de PVC marrom ou pelo cobre.

    No caso do aço, a mudança se deu em função do custo, da leveza e da facilidade de transporte. Mas também porque os instaladores e projetistas descobriram que vários elementos presentes nos materiais de acabamento (cimento e cal) e na própria água (cloro e flúor) atacam o aço galvanizado, promovendo um desgaste acelerado. O material ainda é usado em instalações comerciais, como nos dutos de sprinklers  saídas de água que lembram pequenas duchas e são item obrigatório no combate a incêndio.

    Polietileno reticulado
    O nome é um pouco complicado, mas a aparência é bastante comum: lembra uma mangueira de jardim. Adequado para o transporte de água quente ou fria e para a circulação de gás, o polietileno reticulado, bastante difundido em países da Ásia, é considerado por vários projetistas o material do futuro. Sua flexibilidade facilita a instalação, mas seu custo ainda é elevado para pequenas obras.

    De qualquer forma, o consumidor brasileiro pode esperar mudanças, especialmente a partir de 2000: algumas empresas têm planos de produzir o polietileno reticulado no país. Enquanto isso, projetos de novos edifícios já prevêem o uso do produto, conjugado com as paredes de gesso acartonado.

    Cuidados especiais com as conexões
    Justamente por se tratar dos pontos em que a água é desviada (seja fazendo curvas, seja entrando em um outro cano), as conexões são o calcanhar-de- aquiles do encanamento  nelas tendem a se concentrar as tensões da rede hidráulica. Por isso, suas paredes são mais espessas do que as de muitos tubos, como os de PVC, por exemplo.

    Para garantir vida longa a essas peças, preste atenção em cada detalhe da sua instalação hidráulica, tanto no período da construção como nas reformas e em pequenos reparos: qualquer descuido e as conexões serão prejudicadas. Se o seu encanador tiver que forçar um pouquinho o cano para fechar o sistema, por exemplo, é muito provável que, depois de algum tempo, o vazamento apareça numa conexão.

    Cuidado com soldagens ou rosqueamentos malfeitos. Se a rosca ficar frouxa, ou apertada demais, ou ainda se a solda tiver adesivo em quantidade inadequada, o vazamento acaba surgindo.

    Outro ponto a ser observado: muitas vezes, as conexões respondem pela união de um tubo de metal com outro de plástico. Se isso acontecer, certifique-se de que o plástico entra no tubo de metal e não o contrário. Como o tubo metálico é muito mais duro, se você rosquear uma conexão de plástico por fora dele, a tendência é que o plástico ceda, causando um vazamento.


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